E agora que o mundo ficou pequeno?

Estima-se que em 1000 d.C. a população mundial era de 310 milhões de habitantes, em 1800 éramos 1 bilhão e agora somos mais de 7 bilhões.

Além disso, com o advento da internet e o aumento significativo da quantidade de voos [leia-se barateamento das passagens aéreas] é possível sentir como se o mundo realmente houvesse se tornado pequeno e a tendência é diminuir ainda mais com a evolução da velocidade da internet e dos transportes [ver, por exemplo, o projeto do túnel transatlântico ligando os EUA à Europa por baixo do mar a uma velocidade de 8000 km/h]. Com isso, o mundo inteiro está mais conectado do que nunca e os acontecimentos estão se dando numa velocidade sem precedentes. Diferente do desconhecido mundo dos desbravadores navegantes que não sabiam aonde as águas oceânicas iam os levar em seus navios movidos à energia eólica, a minha geração não se perde em [quase] lugar algum [se tentar usar o Google Maps ou o GPS para se deslocar pela Coreia do Norte irá se perder], realidade que se tornará muito mais efetiva dentro de não muito tempo. O mundo nunca foi tão explorado como agora, sob todos os aspectos. A velocidade da informação, de modo geral, talvez já tenha alcançado o seu estado da arte ideal ou o mais avançado [visto que uma informação não pode existir antes do acontecimento do fato que a gerou].

Como tudo está interligado de alguma maneira, todas as coisas passaram a acontecer em sincronia com toda essa velocidade, inclusive o consumo dos recursos naturais de que tanto se fala ultimamente. Em toda a história da humanidade, nunca se consumiu tanto como tem acontecido desde a Revolução Industrial [e cada vez mais acelerado, seguindo uma progressão geométrica ou até mesmo uma curva exponencial]. E a grande pergunta que temos feito é: até quando o planeta suportará essa loucura no caminho em que está? E ainda: esse é o caminho para solucionar os grandes problemas sociais?

O desenvolvimento econômico é uma realidade para os que aprenderam a promovê-lo [empresas e nações]. Por outro lado, os problemas reais da humanidade não estão nem perto de serem solucionados. A fome e a miséria, por exemplo, continuam a afetar uma parcela considerável da população mundial. Vejamos algumas estatísticas:

  • Há mais de 1 bilhão de pessoas passando fome no mundo;
  • 11 mil crianças morrem de fome a cada dia;
  • Um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresenta atraso no crescimento físico e intelectual;
  • 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável;
  • 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso;
  • O Brasil é o 9º país com maior número de pessoas passando fome no mundo [cerca de 17 milhões de pessoas, sendo que quase a metade vive no Nordeste].
                Esses dados podem ser vistos em vários sites da internet.

Uma das indústrias que mais movimentou e movimenta dinheiro no mundo é a automobilística. Diz-se que existem mais de um bilhão de veículos no mundo. Só no Brasil houve um incremento de aproximadamente 4 milhões de novos carros em 2011. A tendência desse número é aumentar nos próximos anos já que o setor está em expansão no país. Precisamos mesmo de toda essa tralha poluente? Esse é o melhor caminho que temos para seguir? E quando tudo travar de vez? Quando passarmos mais tempo parados no trânsito do que com nossa família? E quando simplesmente se tornar impossível andar de carro devido às vias entupidas? Quanto tempo mais vai durar até isso acontecer?

Temos ainda os problemas da poluição, do aquecimento global, do desmatamento etc. todos de alguma maneira interligados.

Apesar de o desenvolvimento econômico ainda ser o maior desafio para várias nações, parece que o verdadeiro maior desafio da humanidade em breve será a própria sobrevivência da espécie [e das demais por extensão].

Será possível reverter esse desastre?

Particularmente acredito que sim, mas quando falei de grande desafio, falei no sentido mais pleno da palavra.. o que significa: não vai ser pouco difícil. Não que as coisas voltem a ser como foram [por exemplo, animais em extinção não voltarão a existir]. Mas a era do alto consumo deverá cessar e provavelmente usaremos a nossa capacidade racional para sobreviver e viver de maneira mais inteligente. Por vezes, as crises nos levam ao caos que, por sua vez, nos esgota ou nos faz mais fortes. Estamos vivenciando o momento da crise que pode ser longa ou não tanto.. de todo modo, estamos caminhando para uma situação caótica. O caos é a eminência.. a linha tênue entre o fim e o recomeço.

O mundo está ficando pequeno para o homem significa que nunca o “conhecemos” tão bem, e isso não devia ser ruim. A velocidade que tudo tem acontecido, possibilitada pelo capitalismo e pela globalização pode ser a evolução natural das coisas. Mas como sempre, o maior problema das ferramentas revolucionárias inventadas pelo homem é o uso que outros homens fazem delas. Na era do conhecimento, se o utilizarmos a favor do bem.. nunca teremos sido tão bem sucedidos. Precisamos amadurecer nossas ideias quanto a esses pontos, procurar sermos mais realistas, mais conectados com a realidade difícil que nosso planeta está passando.

Abaixo uma galeria de imagens que retirei do Google ilustrando situações [e/ou elementos] indesejadas e outras desejadas.

Boa noite, forte abraço!

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