Arquivo da categoria: Educação

Calculadora para Linha de Vida (NR-35)

Olá pessoas, tudo bem?

Venho divulgar a mais nova ferramenta desenvolvida pela JAMES WATT ENGENHARIA: trata-se de uma calculadora para cálculo de linha de vida horizontal flexível (com cabo de aço).

Para acessar, clique em http://jwengenharia.com.br/calculo-de-linha-de-vida/

Esta “calculadora” foi desenvolvida com base na metodologia disponibilizada pelo “Guia Prático para Cálculo de Linha de Vida e Restrição para a Indústria da Construção” da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e SESI. É uma cortesia da James Watt Engenharia para ajudá-lo a salvar vidas!

Linha-de-Vida
Ferramenta para cálculo de linha de vida horizontal flexível (com cabo de aço)
Anúncios

NR-35: Novos projetos (Trabalho em altura)

Nesse post quero apresentar uma nova área de atuação da James Watt Engenharia: NR-35 (projetos de segurança do trabalho em altura).

 

Em breve iremos disponibilizar em nosso site (jwengenharia.om.br) uma ferramenta online para ajudar nos cálculos de linha de vida e definição de cabo de aço para projetos de restrição de quedas (NR-35). Abraços!!

NR-12: Novos projetos

Saudações a todos visitantes. Aqui é assim.. quando a gente arranja um tempinho livre, precisa decidir o que fazer dele. E hoje eu decidi dedicar algum desse tempo à publicação de imagens novas de trabalhos recentes. É o que segue, portanto:

 

 

Está aí.. obrigado pela visita, volte sempre  (=

E-mail em desapoio ao Dep. Jean Ui-ui-ui

O texto abaixo foi enviado por mim ao deputado Jean Ui-ui-ui após ele ter xingado o Sr. José Antônio Taschetto Mota, Delegado de Polícia Regional da 20ª DPRI, Cachoeira do Sul, RS.

Para ver a interação pública entre o deputado e o delegado acesse https://goo.gl/CEzqfI

Agora segue a minha pequena contribuição à sociedade brasileira:

“Excelentíssimo Senhor Deputado Jean Ui-ui-ui,

resolvi hoje dar-me ao luxo de reservar algum tempo para dirigir-me, através da vossa página na internet, à Vossa Excelência (ou seria Vossa Onipotência?) com o propósito de deixar-lhe um comentário a vossa altura, que além de deputado, se diz professor.

Sou nordestino tal como V. Exª. Diferente de V. Exª, sou paraibano, campinense. Por fim, sou brasileiro, se não mais, igual à Vossa Excelência.

Desde que tomei conhecimento da vossa existência, ainda quando participavas do programa global BBB, já não simpatizava, sobretudo, porque se deverias representar-me enquanto nordestino, eu não conseguia me identificar nem por um fio de cabelo, quiçá, por vossa postura. Só por isso. Depois, quando pleiteaste vaga na política, indaguei-me: vencerias? Venceste. De algum modo, mais uma vez não me representando, mas… venceste.

Desde então só porcarias, sendo a última delas, pelo menos das que obtive ciência, o teu pronunciamento ao delegado gaúcho alcunhando-o de burro.

O Excelentíssimo Senhor Deputado Jean Ui-ui-ui não permitiu que a humildade e o reconhecimento a outrém superasse o sentimento mesquinho do egoísmo e da arrogância. Reconhecer que o delegado cumpriu, pelo menos dentro do que as suas atribuições o permitia, o seu papel, apreendendo os agentes do violento crime, menores de idade, não foi a atitude priorizada pelo deputado, que em detrimento disto, preferiu criticá-lo e xingá-lo de burro, assim, “da mão para a boca”, sem maiores expectativas de qualquer consequência.

Um pouco confortável foi perceber que mesmo entre os vossos seguidores nas redes sociais, a sua atitude foi majoritariamente reprovada.

Curioso foi perceber que entre os poucos que o apoiaram, havia uma pessoa trans que corroborara a vossa verborragia, afirmando que o delegado fora preconceituoso e desrespeitoso ao referir-se à vítima pelo nome de registro em detrimento do nome social adotado por esta. Mas veja que interessante: para esta sua fã apoiadora, desrespeitoso é referir-se a uma pessoa trans pelo próprio nome de registro, no entanto, chamar de “viado” pode porque isto não é desrespeitoso. É assim que V. Exª. enxerga as coisas também? Porque o que mais se vê atualmente são gays e pessoas trans elogiando uns aos outros pelo vocábulo “viado”.
Como alguém xinga um competente delegado de burro por alegar que este delegado se referiu de maneira desrespeitosa a uma vítima de um crime violento pelo nome de registro e ao mesmo tempo, esta mesma pessoa, se sente elogiada ao ser chamada de viado nas redes sociais? Dois pesos e duas medidas? Palhaçada? Falta do que fazer? Canalhice?

Além disso, ao delegado ter a nobre iniciativa de dirigir-se educada e ponderadamente ao deputado para tratar do assunto, o representante legislativo foi ainda mais asqueroso, mostrando-se um ególatra crônico e degenerativo, inclusive, da sociedade brasileira.

Direi-lhe que trata-se apenas de reprovação: eu reprovo a sua agenda política, reprovo a sua postura de posar de vítima para conquistar regalias e ser arrogante, reprovo a sua falta de bom senso ou que fosse minimamente razoável. Se deseja ser respeitado, dê-se ao respeito em princípio. Se não sabe, dar-se ao respeito não significa ser arrogante, mas ao contrário disso, significa portar-se de forma respeitosa e digna.

Definitivamente, não por sua opção sexual em que V. Exª. costuma pôr a culpa, mas por outras razões sérias, V. Exª. é apenas mais um, parte dos problemas e não da solução desse país.”

E o Lula é o quê?

Quer-se fazer do Lula um mito, um santo, um herói. Esquece-se que na vida real não existem mitos, não existem esses tipos de santos. O mais próximo que existe de um herói no Brasil é aquele ou aquela que trabalha, que muitas vezes precisa fazer alguns ou muitos sacrifícios diários para obter o próprio sustento e o da sua prole. Você deve conhecer pessoas desse tipo que estou mencionando, não são tão raras (seus pais? Você mesmo, talvez?!).

Já o Lula com todo seu carisma e inclinação para saber lidar com as pessoas mais necessitadas, seu cinismo, seu potencial de líder desenvolvido nos tempos de sindicalista aclamado por uma grande quantidade de trabalhadores, em sua maior parte, sem grande nível de instrução, caiu nas graças do povo brasileiro (ajudado por marqueteiros, não esqueçamos), o que culminou na sua eleição em 2002 (uma esperança de mudança?). Mas o povo brasileiro sente uma necessidade de ter seus próprios heróis custe o que custar… será por causa do nosso “complexo de vira-lata” definido pelo Nelson Rodrigues lá nos anos 50 ou apenas um recalque por não termos criado o Batman ou o Super-Homem?

Mas lhe digo, a culpa é bem menos da audácia e da insensatez do Lula, pois é muito mais dos incompetentes que o tinham por oponente – inclusive os da então situação – por tão frágeis e incapacitados de convencer e suprir as carências desse mesmo povo. É culpa ainda da opinião desenvolvida com base no gramscismo que vira há alguns anos transformando a mentalidade dos brasileiros desde as primeiras lições na escola, como algo por assim dizer, quase imperceptível (mas isso aí já é assunto para os especialistas, de preferência os bons). O Lula apenas deitou em uma cama que já vinha sendo preparada, já estava pronta. Deitou e rolou. Aproveitou o seu momento, a fraqueza e vulnerabilidade do oponente. O desejo de mudança que nós, carentes, ansiávamos. Um pequeno mérito e ponto. Mas daí virar herói da nação?

Nada disso! Foi apenas mais um Presidente do nosso lindo, mas carente país e, portanto, enquanto nessa condição tinha a obrigação de representar e conduzir bem o Brasil para um futuro melhor. Um Presidente de uma nação é, sobretudo, alguém que foi eleito pelo povo para exercer o cargo de chefe do executivo, portanto, um administrador. Amplamente disseminadas, as funções básicas de um administrador são: planejar, organizar, dirigir e controlar. Por esse ângulo, pode-se dizer que o governo Lula fracassou em todas estas funções. Atitudes mal planejadas e tomadas em seu governo foram plantadas e estão sendo colhidas nos últimos anos e agora chegando à pior fase: uma grave recessão. Sim, pois a recessão em que mergulhamos é resultado do mal planejamento, da opção do uso do nosso dinheiro em iniciativas enviesadas em detrimento de iniciativas inteligentes, fundadas em seu governo e continuadas no governo de sua sucessora (e não mera crise política criada pela oposição como dizem). A verdade é que em seu governo, nosso país perdeu uma grande oportunidade.

Quem comete atos ilícitos, deve ser julgado e punido. Essa expressão deve servir para todos. Se esse ex-Presidente roubou, talvez descubramos em breve. Se o fez, que seja devidamente punido. E reitero o que deve ser o desejo de pelo menos uma parte do povo brasileiro: qualquer um, antes ou depois do Lula, que tenha agido ilicitamente, que seja julgado e punido à proporção dos seus atos. Qual motivo eu teria para desejar privilégios a este ou aquele?

Em breve alusão ao que vivenciamos, observe:

Cena 1 (sobre a viabilidade econômica): um senhor trabalhou durante anos para construir algum patrimônio e o fez ao empreender como dono de mercadinho de bairro. Ao aposentar-se, resolveu passar as suas atribuições ao filho único. O filho que havia sido rebelde com os pais na adolescência, excêntrico, resolve ser carismático e fazer doações de alimentos às pessoas pobres da comunidade. Ele doa então todo o seu estoque, mesmo aqueles produtos que não haviam sido pagos ainda ao fornecedor. O povo faminto receptor dessa grande caridade fica vislumbrado com a atitude humana daquele bom rapaz. Passado algum tempo, os fornecedores começam a cobrar as duplicatas que o rapaz carismático esquecera de pagar.

Cena 2 (prova da inviabilidade econômica / resultado): o rapaz carismático agora cheio de seguidores, fãs e dívidas não tem como pagar e também não terá como manter a assistência àquelas famílias recém beneficiadas. Teria falhado nas funções básicas de um bom administrador (planejar, organizar, dirigir e controlar). E agora? Como dar continuidade em ajudar essas pessoas? Como sustentar uma utopia? Não seria mais possível. Ilusão!

Cena 3 (prova da inviabilidade social): fim da ilusão, as pessoas que se acostumaram a receber a ajuda estavam agora sem ter o que comer, com esperança de aquele jovem resolver os problemas deles como o fizera algum tempo atrás e, acomodados, não mais investindo o seu tempo em buscar melhorias para a própria vida. Eles clamam que o rapaz retorne para ajudá-los, mas já não há mais como. O rapaz é apenas um incapaz e, sob pressão, mostra a sua verdadeira face da rebeldia.

Mas o Lula… o Lula é só efeito. O que preocupa mesmo é a nossa alienação enquanto povo constituinte do poder maior da nossa nação. Esse é o pior veneno, a verdadeira causa raiz. Apesar de não termos praticado exatamente um ato ilícito em colocar o PT no poder (será?), já fomos julgados e agora estamos sendo punidos: essa é a justiça divina.

Projetos de adequação de máquinas à NR 12

Prensa_PLA05
Projeto executivo: modelamento em ambiente virtual tridimensional | Adequação de uma prensa à NR 12 – Jundiaí / SP

Saudações aos que aqui visitam. Após mais alguns anos sem atualização no blog, venho por esta publicação lançar uma novidade: a minha nova atividade profissional. Portanto, reservo este novo espaço em meu site para expôr os novos trabalhos aos quais tenho dedicado meu tempo quase que integralmente: trata-se do serviço especializado de adequação de máquinas à NR 12 (norma regulamentadora de nº 12, implementada e atualizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que normatiza procedimentos de segurança e proteção de maquinários por todo o parque fabril brasileiro).

IMG_2975
Adequação de uma prensa à NR 12 – Jundiaí / SP

Nesse contexto, tenho desenvolvido projetos mecânicos de engenharia em adequação de máquinas à referida norma, utilizando tecnologia 3D para projetar e desenvolver o conceito das soluções, discutindo sempre, e quando necessário até à exaustão, a melhor solução junto ao cliente. Faço uso do ambiente virtual tridimensional para propôr as soluções da maneira mais eficiente possível. Vou procurar postar sempre atualizações de novos trabalhos por esta página. Seja bem vindo!

Adequação à NR 12
Adequação de prensa à NR 12 – Jundiaí / SP.
Adequação NR 12
Adequação NR 12 de uma linha de processamento de produtos de madeira – Botucatu / SP
Adequação NR 12
Adequação NR 12 de uma linha de processamento de produtos de madeira – Botucatu / SP
Adequação NR 12
Adequação NR 12 de uma linha de processamento de produtos de madeira – Botucatu / SP
IMG_3289
Adequação NR 12 de uma linha de processamento de produtos de madeira – Botucatu / SP
NR 12
Projeto exeutivo de adequação de prensas à NR-12 (solução híbrida com enclausuramento e carenagens).
NR 12
Projeto exeutivo de adequação de prensas à NR-12 (solução híbrida com enclausuramento e carenagens).

Food for thought – para refletir

Por Gustavo Coutinho

Sou um. Nascido, criado, educado, certo e errado, dentro de um contexto muito específico representado pelas minhas interações, ou seja, o ambiente e os outros, o outside. Somado a esse contexto, eu mesmo, com minhas características estéticas e dinâmicas, necessidades e anseios, vícios e virtudes, o inside.

Como seres humanos, naturalmente convivemos, formando uma sociedade que é resumidamente a soma de cada um, que não eu, comigo mesmo. Cada um, tal como eu, dentro de seus próprios e específicos contextos, cada um sendo a soma de um inside e um outside. Quanta complexidade!

Na tentativa de reger essa orquestra, tenta-se de tudo, cria-se convenções e paradigmas, prega-se o benefício da maioria. É, talvez, a maior e mais complexa canção a ser orquestrada de todas as dimensões imagináveis. A maior obra de arte jamais percebida.

A maioria de nós possui, como características estéticas e dinâmicas, cinco fiéis sentidos e outros instrumentos tais como voz, raciocínio, consciência, aparência, expectativas, perspectivas, entre outros. Eu diria que essas são algumas das regras, algumas das limitações às quais estamos submetidos enquanto seres humanos.

Com o passar do tempo evoluímos em alguma direção. Não consigo afirmar se boa ou se má, mas evoluímos. Aparentemente, dentro da minha percepção limitada, temos seguido rumo a tempos mais difíceis para a maioria de nós, haja vista os alarmes soando, clamando por consciência e desenvolvimento sustentável. Haja vista o incremento de 6 bilhões de indivíduos ao 1 bilhão existente ao findar o Século XVIII, isto é, 600% de crescimento em um período de apenas dois séculos, uma explosão demográfica.

Eu provoco sua reflexão: precisamos de regras? Precisamos ser éticos? Precisamos ter uma base sólida? Precisamos pensar no mundo? Precisamos pensar no futuro? Precisamos pensar no outro? Precisamos ter ideias? Precisamos ser fúteis? O quanto? Qual o seu papel no mundo? Reflita sobre estas perguntas sem pressa, assuma uma posição e siga em frente, mas faça com autenticidade e consistência.

Por onde vivi: Campina Grande

Na internet existe bastante conteúdo sobre qualquer cidade que tenhamos interesse em saber. Portanto, nos próximos posts me aterei em concentrar algumas informações interessantes, sob o meu ponto de vista, sobre as cidades onde morei até hoje: Campina Grande, São Paulo e Dublin.

Começando pelo começo: Campina Grande

Campina Grande localiza-se no estado brasileiro da Paraíba. Estou certo de que algumas [talvez várias] pessoas que acessarem o post não sabem ou não tem certeza de onde fica a cidade, apesar de ela estar seguramente posicionada entre as 100 cidades mais importantes do Brasil. Com mais de 400.000 habitantes, é a 56ª população do país [dados do Censo 2010], ficando a frente de algumas capitais [posição razoável considerando o país com 5.565 municípios]. Divide a posição de cidade mais importante do interior nordestino com a baiana Feira de Santana, pelo seu dinamismo e potencial de desenvolvimento econômico para a região.

É uma cidade realmente especial sob vários aspectos com destaque para educação de nível superior, indústria, comércio e serviços, posição geográfica e condições climáticas.

Campina Grande conta atualmente com duas instituições federais de ensino superior [Universidade Federal de Campina Grande e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba], uma instituição estadual de ensino superior [Universidade Estadual da Paraíba] e outras onze faculdades privadas [FACISA, Faculdade de Ciências Médicas, UNESC, CESREI, Maurício de Nassau, Faculdade Anglo Americano, Faculdade Paulista de Tecnologia, Instituto Campinense de Ensino Superior, IPECG, Universidade Aberta Vida, Escola Superior de Aviação Civil]. Considerada uma verdadeira formadora de mão-de-obra qualificada, a cidade exporta profissionais para os mais variados centros em todos os raios imagináveis. Isso é possível principalmente pelo portfólio de competentes profissionais formados nas áreas de engenharia e tecnologia [tradição da cidade]. Destaque para os cursos de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação, ambos da UFCG, que estão entre os dez melhores do país [e dentro de alguns anos o curso de Engenharia de Produção também (= ]. Pelo potencial educacional que a cidade possui, é inevitável a atração de estudantes provenientes de várias cidades da Paraíba assim como de todos os estados nordestinos. Pessoas que vão à Campina Grande em busca do conhecimento e, após formados, se vão para outros lugares em busca de um bom posicionamento profissional. Infelizmente a cidade não possui ainda capacidade para absorver a maior parte destes talentos, o que de certa forma chega a ser injusto. Ainda a UFCG oferece outros notáveis cursos [destacados entre os melhores do Brasil] como Licenciatura em Matemática, Meteorologia, Engenharia Agrícola e Engenharia de Materiais. Considerando todas as instituições, a oferta de cursos [em diversas áreas, desde graduação a doutorado] na cidade é bem razoável.

A cidade se destaca ainda como um dos lugares do país com maior número proporcional de Ph. Ds. – um para cada 669 habitantes [clique aqui para ver reportagem da revista Veja]. Conta com um parque tecnológico que incubou vários negócios bem sucedidos a exemplo da empresa Light Infocon que desenvolveu/desenvolve softwares que foram/são utilizados pela Polícia Federal brasileira, pelo Banco Bradesco, Caixa Econômica Federal, Gol Linhas Aéreas, INFRAERO, Ministério da Saúde brasileiro, Ministério da Defesa brasileiro, SEBRAE, Interpol, Polícia da Espanha, o banco britânico Barclays Bank entre outros. Uma década atrás, a revista americana Newsweek mencionou Campina Grande em uma matéria sobre inovação tecnológica [clique aqui para ver a matéria original em inglês no site da revista – Campina Grande é citada na segunda página desta matéria] e mais recentemente, uma exposição em cartaz no maior museu de ciência da Europa, o Cité des Sciences et de I’Industrie [Cidade das Ciências e das Indústrias] em Paris, aponta Campina Grande como uma das duas cidades da América Latina com destaque na inovação tecnológica mundial. A outra é São Paulo [clique para ver os mapas: Mapa 1 | Mapa 2]. Foi considerada pela Voce S/A entre as 100 melhores cidades para trabalhar no Brasil em 2011, sendo a 1ª colocada no interior nordestino, ficando atrás apenas das capitais da região.

Com relação às indústrias instaladas na cidade, destacam-se algumas como a gigante têxtil Coteminas S.A., a São Paulo Alpargatas S.A. com a Unidade 22 responsável exclusivamente por toda a produção [última informação que conheço é de 650.000 pares/dia] das sandálias Havaianas, empregando diretamente cerca de 7.000 funcionários. Temos ainda empresas como Felinto Embalagens Flexíveis, Metalúrgica Silvana, Tess Indústria de Calçados, a fábrica de microcomputadores, notebooks e netbooks N3 Computadores Ltda., Betonit União Nordeste S.A., Artecola Nordeste S.A., entre muitas outras. Outros setores que também tem se destacado na cidade são serviços, construção civil e comércio. Juntos, estes setores tem crescido e gerado vagas de emprego.

Com relação à posição geográfica de Campina Grande, esta se encontra a 120 km a oeste da capital João Pessoa, ligada através da BR-230 [pista duplicada de excelente qualidade diga-se de passagem]. Está situada em cima da Serra da Borborema a cerca de 600 metros de altitude. Por este motivo, um caso a parte da região, a temperatura média anual fica em torno de 24ºC, podendo chegar a 13ºC à noite e 40ºC nos dias mais quentes. Dista 190 km de Recife [PE], 239 km de Natal [RN], 614 km de Fortaleza [CE], 336 km de Maceió [AL], 845 km de Salvador [BA], 2.325 km do Rio de Janeiro [RJ], 2.632 km de São Paulo [SP] e cerca de 8.000 km de Dublin [Irlanda].

Campina Grande é conhecida pelo título de Maior São João do Mundo. São trinta dias de festa no Parque do Povo, na região central da cidade, movimentando o turismo da região com a passagem de cerca de 1,5 milhão de turistas a cada ano durante o período. Além do Parque do Povo [com as variadas atrações tais como quadrilhas juninas, comidas típicas, quantidade suficiente de gente bonita e muito forró], existem outras atrações principais como o Trem do Forró, o Sítio São João e as casas de show Spazzio e Vila Forró que promovem grandes festas durante o período junino.

Ao que se refere aos níveis de sustentabilidade da cidade, de acordo com informações baseadas em uma pesquisa fomentada pelo SEBRAE/PB e executada pelo grupo de pesquisa GEGIT/UFCG [Grupo de Estudos em Gestão da Inovação Tecnológica] – ao qual ofereci uma contribuição participando diretamente da pesquisa no levantamento de dados no ano de 2008, sob coordenação direta dos professores Gesinaldo Ataíde Cândido e Egídio Luiz Furlanetto -, o Desenvolvimento Sustentável influencia a competitividade dos Arranjos Produtivos Locais [APLs]. As efetivas relações com as formas mais adequadas de atuação das organizações para geração do desenvolvimento de maneira equilibrada e equitativa, capaz de contribuir na reversão de vários problemas, tais como: sociais; econômicos; político-institucionais; ambientais; e demais aspectos relacionados ao desenvolvimento.

Portanto, uma das principais dificuldades do processo de implementação do desenvolvimento sustentável decorre dos critérios de análise dos seus resultados, para os quais são utilizados os sistemas de indicadores de sustentabilidade [clique para ver metodologia], explorando várias dimensões [compostas por vários indicadores específicos], a saber:

– Dimensão Social;
– Dimensão Demográfica;
– Dimensão Institucional;
– Dimensão Econômica;
– Dimensão Ambiental;
– Dimensão Cultural.

Para acessar os resultados quantitativos finais desse estudo, clique aqui. Neste link é apresentado o resultado da pesquisa com os indicadores individuais de cada uma das seis dimensões assim como o índice global [IDSM] na última aba e sempre fazendo uma comparação entre o índice da cidade em questão e o índice do estado.

Apenas para dar uma visão geral dos indicadores de desenvolvimento sustentável de Campina Grande, vejamos o biograma abaixo:

Consideremos que o melhor resultado possível seria todos os indicadores iguais a 1.00, ou seja, sustentabilidade total. Eu diria que esta situação não se aplica a nenhum município brasileiro nem de qualquer outro país em desenvolvimento. Mas uma situação ideal seriam todos os indicadores mais próximos de 1.00 [entre 0.75 e 1.00] de maneira equilibrada e harmônica, descrevendo quase um hexágono perfeito. No caso do biograma apresentado acima, percebe-se que as dimensões Demográfica e Institucional são as mais deficientes, ou seja, são as que merecem mais atenção, principalmente por parte da administração pública. De todo modo, considerando o contexto da Paraíba, cujo IDSM médio é 0.3427 [estado de alerta segundo a escala definida pelo estudo], Campina Grande apresenta IDSM [0.6024] bem acima da média do estado, se enquadrando no nível de aceitável. É possível afirmar ainda que esse índice poderia ser naturalmente melhor caso as demais cidades do estado não apresentassem índices tão desafiadores [na Paraíba, apenas a capital João Pessoa – 0.6587 – e Campina Grande apresentam níveis aceitáveis de sustentabilidade, enquanto as 231 cidades restantes apresentam nível de alerta]. O contexto influencia o resultado individual de cada cidade, sobretudo considerando as regiões administrativas das principais cidades. Infelizmente não encontrei pesquisas feitas com o mesmo propósito em outras regiões do país para efeito de comparação.

Um artigo que merece destaque dentre as inovações promovidas por Campina Grande é o algodão colorido naturalmente ou “algodão ecologicamente correto”. Trata-se de uma metodologia desenvolvida pela EMBRAPA onde o algodão é plantado e já nasce na cor determinada. As tonalidades desenvolvidas até agora são marrom, rubi, safira e verde que interagem também com a tradicional cor branca, possibilitando a produção de artigos diferenciados que aos poucos vem ganhando seu espaço no mercado nacional e internacional. Em breve o algodão colorido terá agregado o selo de identificação geográfica, que diz respeito à origem do produto e assim como o “Espumante Champagne”, o “Vinho do Porto”, o “Presunto de Parma” e o “Vinho Bourdeaux”, teremos o “Algodão Colorido da Paraíba”.

Uma excelente iniciativa de alguns campinenses  “sangue bom” foi a criação do site CampinaCresceComVoce.org que, mais ou menos como diz o Doutor em História Alarcon Agra, se propõe a ser um canalizador de esforços, ideias, convites, ousadias e esperanças provenientes, sobretudo, de pessoas que amam esta cidade.

Para finalizar este post devo dizer que como todo campinense da gema, me sinto orgulhoso desse título. É claro que como toda cidade, essa também apresenta boa quantidade de problemas… mas de todo modo, é uma cidade realmente especial e acima de tudo, de um povo esforçado, trabalhador e autêntico.