Arquivo da categoria: Educação

NR12: novos projetos

Novos projetos de #nr12

Acesse: www.maquinasegura.com.br

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E-mail em desapoio ao Dep. Jean Ui-ui-ui

O texto abaixo foi enviado por mim ao deputado Jean Ui-ui-ui após ele ter xingado o Sr. José Antônio Taschetto Mota, Delegado de Polícia Regional da 20ª DPRI, Cachoeira do Sul, RS.

Para ver a interação pública entre o deputado e o delegado acesse https://goo.gl/CEzqfI

Agora segue a minha pequena contribuição à sociedade brasileira:

“Excelentíssimo Senhor Deputado Jean Ui-ui-ui,

resolvi hoje dar-me ao luxo de reservar algum tempo para dirigir-me, através da vossa página na internet, à Vossa Excelência (ou seria Vossa Onipotência?) com o propósito de deixar-lhe um comentário a vossa altura, que além de deputado, se diz professor.

Sou nordestino tal como V. Exª. Diferente de V. Exª, sou paraibano, campinense. Por fim, sou brasileiro, se não mais, igual à Vossa Excelência.

Desde que tomei conhecimento da vossa existência, ainda quando participavas do programa global BBB, já não simpatizava, sobretudo, porque se deverias representar-me enquanto nordestino, eu não conseguia me identificar nem por um fio de cabelo, quiçá, por vossa postura. Só por isso. Depois, quando pleiteaste vaga na política, indaguei-me: vencerias? Venceste. De algum modo, mais uma vez não me representando, mas… venceste.

Desde então só porcarias, sendo a última delas, pelo menos das que obtive ciência, o teu pronunciamento ao delegado gaúcho alcunhando-o de burro.

O Excelentíssimo Senhor Deputado Jean Ui-ui-ui não permitiu que a humildade e o reconhecimento a outrém superasse o sentimento mesquinho do egoísmo e da arrogância. Reconhecer que o delegado cumpriu, pelo menos dentro do que as suas atribuições o permitia, o seu papel, apreendendo os agentes do violento crime, menores de idade, não foi a atitude priorizada pelo deputado, que em detrimento disto, preferiu criticá-lo e xingá-lo de burro, assim, “da mão para a boca”, sem maiores expectativas de qualquer consequência.

Um pouco confortável foi perceber que mesmo entre os vossos seguidores nas redes sociais, a sua atitude foi majoritariamente reprovada.

Curioso foi perceber que entre os poucos que o apoiaram, havia uma pessoa trans que corroborara a vossa verborragia, afirmando que o delegado fora preconceituoso e desrespeitoso ao referir-se à vítima pelo nome de registro em detrimento do nome social adotado por esta. Mas veja que interessante: para esta sua fã apoiadora, desrespeitoso é referir-se a uma pessoa trans pelo próprio nome de registro, no entanto, chamar de “viado” pode porque isto não é desrespeitoso. É assim que V. Exª. enxerga as coisas também? Porque o que mais se vê atualmente são gays e pessoas trans elogiando uns aos outros pelo vocábulo “viado”.
Como alguém xinga um competente delegado de burro por alegar que este delegado se referiu de maneira desrespeitosa a uma vítima de um crime violento pelo nome de registro e ao mesmo tempo, esta mesma pessoa, se sente elogiada ao ser chamada de viado nas redes sociais? Dois pesos e duas medidas? Palhaçada? Falta do que fazer? Canalhice?

Além disso, ao delegado ter a nobre iniciativa de dirigir-se educada e ponderadamente ao deputado para tratar do assunto, o representante legislativo foi ainda mais asqueroso, mostrando-se um ególatra crônico e degenerativo, inclusive, da sociedade brasileira.

Direi-lhe que trata-se apenas de reprovação: eu reprovo a sua agenda política, reprovo a sua postura de posar de vítima para conquistar regalias e ser arrogante, reprovo a sua falta de bom senso ou que fosse minimamente razoável. Se deseja ser respeitado, dê-se ao respeito em princípio. Se não sabe, dar-se ao respeito não significa ser arrogante, mas ao contrário disso, significa portar-se de forma respeitosa e digna.

Definitivamente, não por sua opção sexual em que V. Exª. costuma pôr a culpa, mas por outras razões sérias, V. Exª. é apenas mais um, parte dos problemas e não da solução desse país.”

E o Lula é o quê?

Quer-se fazer do Lula um mito, um santo, um herói. Esquece-se que na vida real não existem mitos, não existem esses tipos de santos. O mais próximo que existe de um herói no Brasil é aquele ou aquela que trabalha, que muitas vezes precisa fazer alguns ou muitos sacrifícios diários para obter o próprio sustento e o da sua prole. Você deve conhecer pessoas desse tipo que estou mencionando, não são tão raras (seus pais? Você mesmo, talvez?!).

Já o Lula com todo seu carisma e inclinação para saber lidar com as pessoas mais necessitadas, seu cinismo, seu potencial de líder desenvolvido nos tempos de sindicalista aclamado por uma grande quantidade de trabalhadores, em sua maior parte, sem grande nível de instrução, caiu nas graças do povo brasileiro (ajudado por marqueteiros, não esqueçamos), o que culminou na sua eleição em 2002 (uma esperança de mudança?). Mas o povo brasileiro sente uma necessidade de ter seus próprios heróis custe o que custar… será por causa do nosso “complexo de vira-lata” definido pelo Nelson Rodrigues lá nos anos 50 ou apenas um recalque por não termos criado o Batman ou o Super-Homem?

Mas lhe digo, a culpa é bem menos da audácia e da insensatez do Lula, pois é muito mais dos incompetentes que o tinham por oponente – inclusive os da então situação – por tão frágeis e incapacitados de convencer e suprir as carências desse mesmo povo. É culpa ainda da opinião desenvolvida com base no gramscismo que vira há alguns anos transformando a mentalidade dos brasileiros desde as primeiras lições na escola, como algo por assim dizer, quase imperceptível (mas isso aí já é assunto para os especialistas, de preferência os bons). O Lula apenas deitou em uma cama que já vinha sendo preparada, já estava pronta. Deitou e rolou. Aproveitou o seu momento, a fraqueza e vulnerabilidade do oponente. O desejo de mudança que nós, carentes, ansiávamos. Um pequeno mérito e ponto. Mas daí virar herói da nação?

Nada disso! Foi apenas mais um Presidente do nosso lindo, mas carente país e, portanto, enquanto nessa condição tinha a obrigação de representar e conduzir bem o Brasil para um futuro melhor. Um Presidente de uma nação é, sobretudo, alguém que foi eleito pelo povo para exercer o cargo de chefe do executivo, portanto, um administrador. Amplamente disseminadas, as funções básicas de um administrador são: planejar, organizar, dirigir e controlar. Por esse ângulo, pode-se dizer que o governo Lula fracassou em todas estas funções. Atitudes mal planejadas e tomadas em seu governo foram plantadas e estão sendo colhidas nos últimos anos e agora chegando à pior fase: uma grave recessão. Sim, pois a recessão em que mergulhamos é resultado do mal planejamento, da opção do uso do nosso dinheiro em iniciativas enviesadas em detrimento de iniciativas inteligentes, fundadas em seu governo e continuadas no governo de sua sucessora (e não mera crise política criada pela oposição como dizem). A verdade é que em seu governo, nosso país perdeu uma grande oportunidade.

Quem comete atos ilícitos, deve ser julgado e punido. Essa expressão deve servir para todos. Se esse ex-Presidente roubou, talvez descubramos em breve. Se o fez, que seja devidamente punido. E reitero o que deve ser o desejo de pelo menos uma parte do povo brasileiro: qualquer um, antes ou depois do Lula, que tenha agido ilicitamente, que seja julgado e punido à proporção dos seus atos. Qual motivo eu teria para desejar privilégios a este ou aquele?

Em breve alusão ao que vivenciamos, observe:

Cena 1 (sobre a viabilidade econômica): um senhor trabalhou durante anos para construir algum patrimônio e o fez ao empreender como dono de mercadinho de bairro. Ao aposentar-se, resolveu passar as suas atribuições ao filho único. O filho que havia sido rebelde com os pais na adolescência, excêntrico, resolve ser carismático e fazer doações de alimentos às pessoas pobres da comunidade. Ele doa então todo o seu estoque, mesmo aqueles produtos que não haviam sido pagos ainda ao fornecedor. O povo faminto receptor dessa grande caridade fica vislumbrado com a atitude humana daquele bom rapaz. Passado algum tempo, os fornecedores começam a cobrar as duplicatas que o rapaz carismático esquecera de pagar.

Cena 2 (prova da inviabilidade econômica / resultado): o rapaz carismático agora cheio de seguidores, fãs e dívidas não tem como pagar e também não terá como manter a assistência àquelas famílias recém beneficiadas. Teria falhado nas funções básicas de um bom administrador (planejar, organizar, dirigir e controlar). E agora? Como dar continuidade em ajudar essas pessoas? Como sustentar uma utopia? Não seria mais possível. Ilusão!

Cena 3 (prova da inviabilidade social): fim da ilusão, as pessoas que se acostumaram a receber a ajuda estavam agora sem ter o que comer, com esperança de aquele jovem resolver os problemas deles como o fizera algum tempo atrás e, acomodados, não mais investindo o seu tempo em buscar melhorias para a própria vida. Eles clamam que o rapaz retorne para ajudá-los, mas já não há mais como. O rapaz é apenas um incapaz e, sob pressão, mostra a sua verdadeira face da rebeldia.

Mas o Lula… o Lula é só efeito. O que preocupa mesmo é a nossa alienação enquanto povo constituinte do poder maior da nossa nação. Esse é o pior veneno, a verdadeira causa raiz. Apesar de não termos praticado exatamente um ato ilícito em colocar o PT no poder (será?), já fomos julgados e agora estamos sendo punidos: essa é a justiça divina.

Projetos de adequação de máquinas à NR 12

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Projeto executivo: modelamento em ambiente virtual tridimensional | Adequação de uma prensa à NR 12 – Jundiaí / SP

Saudações aos que aqui visitam. Após mais alguns anos sem atualização no blog, venho por esta publicação lançar uma novidade: a minha nova atividade profissional. Portanto, reservo este novo espaço em meu site para expôr os novos trabalhos aos quais tenho dedicado meu tempo quase que integralmente: trata-se do serviço especializado de adequação de máquinas à NR 12 (norma regulamentadora de nº 12, implementada e atualizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que normatiza procedimentos de segurança e proteção de maquinários por todo o parque fabril brasileiro).

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Adequação de uma prensa à NR 12 – Jundiaí / SP

Nesse contexto, tenho desenvolvido projetos mecânicos de engenharia em adequação de máquinas à referida norma, utilizando tecnologia 3D para projetar e desenvolver o conceito das soluções, discutindo sempre, e quando necessário até à exaustão, a melhor solução junto ao cliente. Faço uso do ambiente virtual tridimensional para propôr as soluções da maneira mais eficiente possível. Vou procurar postar sempre atualizações de novos trabalhos por esta página. Seja bem vindo!

Adequação à NR 12
Adequação de prensa à NR 12 – Jundiaí / SP.
Adequação NR 12
Adequação NR 12 de uma linha de processamento de produtos de madeira – Botucatu / SP
Adequação NR 12
Adequação NR 12 de uma linha de processamento de produtos de madeira – Botucatu / SP
Adequação NR 12
Adequação NR 12 de uma linha de processamento de produtos de madeira – Botucatu / SP
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Adequação NR 12 de uma linha de processamento de produtos de madeira – Botucatu / SP
NR 12
Projeto exeutivo de adequação de prensas à NR-12 (solução híbrida com enclausuramento e carenagens).
NR 12
Projeto exeutivo de adequação de prensas à NR-12 (solução híbrida com enclausuramento e carenagens).

Food for thought – para refletir

Por Gustavo Coutinho

Sou um. Nascido, criado, educado, certo e errado, dentro de um contexto muito específico representado pelas minhas interações, ou seja, o ambiente e os outros, o outside. Somado a esse contexto, eu mesmo, com minhas características estéticas e dinâmicas, necessidades e anseios, vícios e virtudes, o inside.

Como seres humanos, naturalmente convivemos, formando uma sociedade que é resumidamente a soma de cada um, que não eu, comigo mesmo. Cada um, tal como eu, dentro de seus próprios e específicos contextos, cada um sendo a soma de um inside e um outside. Quanta complexidade!

Na tentativa de reger essa orquestra, tenta-se de tudo, cria-se convenções e paradigmas, prega-se o benefício da maioria. É, talvez, a maior e mais complexa canção a ser orquestrada de todas as dimensões imagináveis. A maior obra de arte jamais percebida.

A maioria de nós possui, como características estéticas e dinâmicas, cinco fiéis sentidos e outros instrumentos tais como voz, raciocínio, consciência, aparência, expectativas, perspectivas, entre outros. Eu diria que essas são algumas das regras, algumas das limitações às quais estamos submetidos enquanto seres humanos.

Com o passar do tempo evoluímos em alguma direção. Não consigo afirmar se boa ou se má, mas evoluímos. Aparentemente, dentro da minha percepção limitada, temos seguido rumo a tempos mais difíceis para a maioria de nós, haja vista os alarmes soando, clamando por consciência e desenvolvimento sustentável. Haja vista o incremento de 6 bilhões de indivíduos ao 1 bilhão existente ao findar o Século XVIII, isto é, 600% de crescimento em um período de apenas dois séculos, uma explosão demográfica.

Eu provoco sua reflexão: precisamos de regras? Precisamos ser éticos? Precisamos ter uma base sólida? Precisamos pensar no mundo? Precisamos pensar no futuro? Precisamos pensar no outro? Precisamos ter ideias? Precisamos ser fúteis? O quanto? Qual o seu papel no mundo? Reflita sobre estas perguntas sem pressa, assuma uma posição e siga em frente, mas faça com autenticidade e consistência.

Por onde vivi: Campina Grande

Na internet existe bastante conteúdo sobre qualquer cidade que tenhamos interesse em saber. Portanto, nos próximos posts me aterei em concentrar algumas informações interessantes, sob o meu ponto de vista, sobre as cidades onde morei até hoje: Campina Grande, São Paulo e Dublin.

Começando pelo começo: Campina Grande

Campina Grande localiza-se no estado brasileiro da Paraíba. Estou certo de que algumas [talvez várias] pessoas que acessarem o post não sabem ou não tem certeza de onde fica a cidade, apesar de ela estar seguramente posicionada entre as 100 cidades mais importantes do Brasil. Com mais de 400.000 habitantes, é a 56ª população do país [dados do Censo 2010], ficando a frente de algumas capitais [posição razoável considerando o país com 5.565 municípios]. Divide a posição de cidade mais importante do interior nordestino com a baiana Feira de Santana, pelo seu dinamismo e potencial de desenvolvimento econômico para a região.

É uma cidade realmente especial sob vários aspectos com destaque para educação de nível superior, indústria, comércio e serviços, posição geográfica e condições climáticas.

Campina Grande conta atualmente com duas instituições federais de ensino superior [Universidade Federal de Campina Grande e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba], uma instituição estadual de ensino superior [Universidade Estadual da Paraíba] e outras onze faculdades privadas [FACISA, Faculdade de Ciências Médicas, UNESC, CESREI, Maurício de Nassau, Faculdade Anglo Americano, Faculdade Paulista de Tecnologia, Instituto Campinense de Ensino Superior, IPECG, Universidade Aberta Vida, Escola Superior de Aviação Civil]. Considerada uma verdadeira formadora de mão-de-obra qualificada, a cidade exporta profissionais para os mais variados centros em todos os raios imagináveis. Isso é possível principalmente pelo portfólio de competentes profissionais formados nas áreas de engenharia e tecnologia [tradição da cidade]. Destaque para os cursos de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação, ambos da UFCG, que estão entre os dez melhores do país [e dentro de alguns anos o curso de Engenharia de Produção também (= ]. Pelo potencial educacional que a cidade possui, é inevitável a atração de estudantes provenientes de várias cidades da Paraíba assim como de todos os estados nordestinos. Pessoas que vão à Campina Grande em busca do conhecimento e, após formados, se vão para outros lugares em busca de um bom posicionamento profissional. Infelizmente a cidade não possui ainda capacidade para absorver a maior parte destes talentos, o que de certa forma chega a ser injusto. Ainda a UFCG oferece outros notáveis cursos [destacados entre os melhores do Brasil] como Licenciatura em Matemática, Meteorologia, Engenharia Agrícola e Engenharia de Materiais. Considerando todas as instituições, a oferta de cursos [em diversas áreas, desde graduação a doutorado] na cidade é bem razoável.

A cidade se destaca ainda como um dos lugares do país com maior número proporcional de Ph. Ds. – um para cada 669 habitantes [clique aqui para ver reportagem da revista Veja]. Conta com um parque tecnológico que incubou vários negócios bem sucedidos a exemplo da empresa Light Infocon que desenvolveu/desenvolve softwares que foram/são utilizados pela Polícia Federal brasileira, pelo Banco Bradesco, Caixa Econômica Federal, Gol Linhas Aéreas, INFRAERO, Ministério da Saúde brasileiro, Ministério da Defesa brasileiro, SEBRAE, Interpol, Polícia da Espanha, o banco britânico Barclays Bank entre outros. Uma década atrás, a revista americana Newsweek mencionou Campina Grande em uma matéria sobre inovação tecnológica [clique aqui para ver a matéria original em inglês no site da revista – Campina Grande é citada na segunda página desta matéria] e mais recentemente, uma exposição em cartaz no maior museu de ciência da Europa, o Cité des Sciences et de I’Industrie [Cidade das Ciências e das Indústrias] em Paris, aponta Campina Grande como uma das duas cidades da América Latina com destaque na inovação tecnológica mundial. A outra é São Paulo [clique para ver os mapas: Mapa 1 | Mapa 2]. Foi considerada pela Voce S/A entre as 100 melhores cidades para trabalhar no Brasil em 2011, sendo a 1ª colocada no interior nordestino, ficando atrás apenas das capitais da região.

Com relação às indústrias instaladas na cidade, destacam-se algumas como a gigante têxtil Coteminas S.A., a São Paulo Alpargatas S.A. com a Unidade 22 responsável exclusivamente por toda a produção [última informação que conheço é de 650.000 pares/dia] das sandálias Havaianas, empregando diretamente cerca de 7.000 funcionários. Temos ainda empresas como Felinto Embalagens Flexíveis, Metalúrgica Silvana, Tess Indústria de Calçados, a fábrica de microcomputadores, notebooks e netbooks N3 Computadores Ltda., Betonit União Nordeste S.A., Artecola Nordeste S.A., entre muitas outras. Outros setores que também tem se destacado na cidade são serviços, construção civil e comércio. Juntos, estes setores tem crescido e gerado vagas de emprego.

Com relação à posição geográfica de Campina Grande, esta se encontra a 120 km a oeste da capital João Pessoa, ligada através da BR-230 [pista duplicada de excelente qualidade diga-se de passagem]. Está situada em cima da Serra da Borborema a cerca de 600 metros de altitude. Por este motivo, um caso a parte da região, a temperatura média anual fica em torno de 24ºC, podendo chegar a 13ºC à noite e 40ºC nos dias mais quentes. Dista 190 km de Recife [PE], 239 km de Natal [RN], 614 km de Fortaleza [CE], 336 km de Maceió [AL], 845 km de Salvador [BA], 2.325 km do Rio de Janeiro [RJ], 2.632 km de São Paulo [SP] e cerca de 8.000 km de Dublin [Irlanda].

Campina Grande é conhecida pelo título de Maior São João do Mundo. São trinta dias de festa no Parque do Povo, na região central da cidade, movimentando o turismo da região com a passagem de cerca de 1,5 milhão de turistas a cada ano durante o período. Além do Parque do Povo [com as variadas atrações tais como quadrilhas juninas, comidas típicas, quantidade suficiente de gente bonita e muito forró], existem outras atrações principais como o Trem do Forró, o Sítio São João e as casas de show Spazzio e Vila Forró que promovem grandes festas durante o período junino.

Ao que se refere aos níveis de sustentabilidade da cidade, de acordo com informações baseadas em uma pesquisa fomentada pelo SEBRAE/PB e executada pelo grupo de pesquisa GEGIT/UFCG [Grupo de Estudos em Gestão da Inovação Tecnológica] – ao qual ofereci uma contribuição participando diretamente da pesquisa no levantamento de dados no ano de 2008, sob coordenação direta dos professores Gesinaldo Ataíde Cândido e Egídio Luiz Furlanetto -, o Desenvolvimento Sustentável influencia a competitividade dos Arranjos Produtivos Locais [APLs]. As efetivas relações com as formas mais adequadas de atuação das organizações para geração do desenvolvimento de maneira equilibrada e equitativa, capaz de contribuir na reversão de vários problemas, tais como: sociais; econômicos; político-institucionais; ambientais; e demais aspectos relacionados ao desenvolvimento.

Portanto, uma das principais dificuldades do processo de implementação do desenvolvimento sustentável decorre dos critérios de análise dos seus resultados, para os quais são utilizados os sistemas de indicadores de sustentabilidade [clique para ver metodologia], explorando várias dimensões [compostas por vários indicadores específicos], a saber:

– Dimensão Social;
– Dimensão Demográfica;
– Dimensão Institucional;
– Dimensão Econômica;
– Dimensão Ambiental;
– Dimensão Cultural.

Para acessar os resultados quantitativos finais desse estudo, clique aqui. Neste link é apresentado o resultado da pesquisa com os indicadores individuais de cada uma das seis dimensões assim como o índice global [IDSM] na última aba e sempre fazendo uma comparação entre o índice da cidade em questão e o índice do estado.

Apenas para dar uma visão geral dos indicadores de desenvolvimento sustentável de Campina Grande, vejamos o biograma abaixo:

Consideremos que o melhor resultado possível seria todos os indicadores iguais a 1.00, ou seja, sustentabilidade total. Eu diria que esta situação não se aplica a nenhum município brasileiro nem de qualquer outro país em desenvolvimento. Mas uma situação ideal seriam todos os indicadores mais próximos de 1.00 [entre 0.75 e 1.00] de maneira equilibrada e harmônica, descrevendo quase um hexágono perfeito. No caso do biograma apresentado acima, percebe-se que as dimensões Demográfica e Institucional são as mais deficientes, ou seja, são as que merecem mais atenção, principalmente por parte da administração pública. De todo modo, considerando o contexto da Paraíba, cujo IDSM médio é 0.3427 [estado de alerta segundo a escala definida pelo estudo], Campina Grande apresenta IDSM [0.6024] bem acima da média do estado, se enquadrando no nível de aceitável. É possível afirmar ainda que esse índice poderia ser naturalmente melhor caso as demais cidades do estado não apresentassem índices tão desafiadores [na Paraíba, apenas a capital João Pessoa – 0.6587 – e Campina Grande apresentam níveis aceitáveis de sustentabilidade, enquanto as 231 cidades restantes apresentam nível de alerta]. O contexto influencia o resultado individual de cada cidade, sobretudo considerando as regiões administrativas das principais cidades. Infelizmente não encontrei pesquisas feitas com o mesmo propósito em outras regiões do país para efeito de comparação.

Um artigo que merece destaque dentre as inovações promovidas por Campina Grande é o algodão colorido naturalmente ou “algodão ecologicamente correto”. Trata-se de uma metodologia desenvolvida pela EMBRAPA onde o algodão é plantado e já nasce na cor determinada. As tonalidades desenvolvidas até agora são marrom, rubi, safira e verde que interagem também com a tradicional cor branca, possibilitando a produção de artigos diferenciados que aos poucos vem ganhando seu espaço no mercado nacional e internacional. Em breve o algodão colorido terá agregado o selo de identificação geográfica, que diz respeito à origem do produto e assim como o “Espumante Champagne”, o “Vinho do Porto”, o “Presunto de Parma” e o “Vinho Bourdeaux”, teremos o “Algodão Colorido da Paraíba”.

Uma excelente iniciativa de alguns campinenses  “sangue bom” foi a criação do site CampinaCresceComVoce.org que, mais ou menos como diz o Doutor em História Alarcon Agra, se propõe a ser um canalizador de esforços, ideias, convites, ousadias e esperanças provenientes, sobretudo, de pessoas que amam esta cidade.

Para finalizar este post devo dizer que como todo campinense da gema, me sinto orgulhoso desse título. É claro que como toda cidade, essa também apresenta boa quantidade de problemas… mas de todo modo, é uma cidade realmente especial e acima de tudo, de um povo esforçado, trabalhador e autêntico.

E agora que o mundo ficou pequeno?

Estima-se que em 1000 d.C. a população mundial era de 310 milhões de habitantes, em 1800 éramos 1 bilhão e agora somos mais de 7 bilhões.

Além disso, com o advento da internet e o aumento significativo da quantidade de voos [leia-se barateamento das passagens aéreas] é possível sentir como se o mundo realmente houvesse se tornado pequeno e a tendência é diminuir ainda mais com a evolução da velocidade da internet e dos transportes [ver, por exemplo, o projeto do túnel transatlântico ligando os EUA à Europa por baixo do mar a uma velocidade de 8000 km/h]. Com isso, o mundo inteiro está mais conectado do que nunca e os acontecimentos estão se dando numa velocidade sem precedentes. Diferente do desconhecido mundo dos desbravadores navegantes que não sabiam aonde as águas oceânicas iam os levar em seus navios movidos à energia eólica, a minha geração não se perde em [quase] lugar algum [se tentar usar o Google Maps ou o GPS para se deslocar pela Coreia do Norte irá se perder], realidade que se tornará muito mais efetiva dentro de não muito tempo. O mundo nunca foi tão explorado como agora, sob todos os aspectos. A velocidade da informação, de modo geral, talvez já tenha alcançado o seu estado da arte ideal ou o mais avançado [visto que uma informação não pode existir antes do acontecimento do fato que a gerou].

Como tudo está interligado de alguma maneira, todas as coisas passaram a acontecer em sincronia com toda essa velocidade, inclusive o consumo dos recursos naturais de que tanto se fala ultimamente. Em toda a história da humanidade, nunca se consumiu tanto como tem acontecido desde a Revolução Industrial [e cada vez mais acelerado, seguindo uma progressão geométrica ou até mesmo uma curva exponencial]. E a grande pergunta que temos feito é: até quando o planeta suportará essa loucura no caminho em que está? E ainda: esse é o caminho para solucionar os grandes problemas sociais?

O desenvolvimento econômico é uma realidade para os que aprenderam a promovê-lo [empresas e nações]. Por outro lado, os problemas reais da humanidade não estão nem perto de serem solucionados. A fome e a miséria, por exemplo, continuam a afetar uma parcela considerável da população mundial. Vejamos algumas estatísticas:

  • Há mais de 1 bilhão de pessoas passando fome no mundo;
  • 11 mil crianças morrem de fome a cada dia;
  • Um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresenta atraso no crescimento físico e intelectual;
  • 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável;
  • 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso;
  • O Brasil é o 9º país com maior número de pessoas passando fome no mundo [cerca de 17 milhões de pessoas, sendo que quase a metade vive no Nordeste].
                Esses dados podem ser vistos em vários sites da internet.

Uma das indústrias que mais movimentou e movimenta dinheiro no mundo é a automobilística. Diz-se que existem mais de um bilhão de veículos no mundo. Só no Brasil houve um incremento de aproximadamente 4 milhões de novos carros em 2011. A tendência desse número é aumentar nos próximos anos já que o setor está em expansão no país. Precisamos mesmo de toda essa tralha poluente? Esse é o melhor caminho que temos para seguir? E quando tudo travar de vez? Quando passarmos mais tempo parados no trânsito do que com nossa família? E quando simplesmente se tornar impossível andar de carro devido às vias entupidas? Quanto tempo mais vai durar até isso acontecer?

Temos ainda os problemas da poluição, do aquecimento global, do desmatamento etc. todos de alguma maneira interligados.

Apesar de o desenvolvimento econômico ainda ser o maior desafio para várias nações, parece que o verdadeiro maior desafio da humanidade em breve será a própria sobrevivência da espécie [e das demais por extensão].

Será possível reverter esse desastre?

Particularmente acredito que sim, mas quando falei de grande desafio, falei no sentido mais pleno da palavra.. o que significa: não vai ser pouco difícil. Não que as coisas voltem a ser como foram [por exemplo, animais em extinção não voltarão a existir]. Mas a era do alto consumo deverá cessar e provavelmente usaremos a nossa capacidade racional para sobreviver e viver de maneira mais inteligente. Por vezes, as crises nos levam ao caos que, por sua vez, nos esgota ou nos faz mais fortes. Estamos vivenciando o momento da crise que pode ser longa ou não tanto.. de todo modo, estamos caminhando para uma situação caótica. O caos é a eminência.. a linha tênue entre o fim e o recomeço.

O mundo está ficando pequeno para o homem significa que nunca o “conhecemos” tão bem, e isso não devia ser ruim. A velocidade que tudo tem acontecido, possibilitada pelo capitalismo e pela globalização pode ser a evolução natural das coisas. Mas como sempre, o maior problema das ferramentas revolucionárias inventadas pelo homem é o uso que outros homens fazem delas. Na era do conhecimento, se o utilizarmos a favor do bem.. nunca teremos sido tão bem sucedidos. Precisamos amadurecer nossas ideias quanto a esses pontos, procurar sermos mais realistas, mais conectados com a realidade difícil que nosso planeta está passando.

Abaixo uma galeria de imagens que retirei do Google ilustrando situações [e/ou elementos] indesejadas e outras desejadas.

Boa noite, forte abraço!

Sobre a Volkswagen

Volkswagen

Volkswagen AG – Alemanha

Muitas marcas tem histórias curiosas sobre suas criações. Alguns ícones do mercado e do mundo em que vivemos hoje nasceram quase ao acaso. Alguns dos nomes foram ideias à primeira vista estranhas ou ideais a serem perseguidos. A
história da Volkswagen se encaixa nesse segundo exemplo. Adolf Hitler era um homem obstinado e lutava para atingir seus objetivos com a mesma força e gana com que derrotava seus inimigos. E foi assim que nasceu a Volkswagen.
Hitler procurou, em 1933, Ferdinand Porsche, um jovem engenheiro austríaco que tentava, há vários anos, construir um carro com baixos custos. O objetivo de Hitler na época era exatamente esse, para que uma maior parcela da população tivesse acesso ao carro. Situação semelhante já existia nos Estados Unidos, onde um em cada cinco habitantes possuía um carro. Na Alemanha, a proporção era de cinquenta para um. Após a conversa, o Führer convocou as empresas alemãs e ordenou que elas dessem total prioridade à produção de “um carro para o povo”. (KELLER, 1994).
No entanto, as montadoras alemãs já haviam realizado, sem êxito, tentativas nesse sentido, e concluíram que a fabricação do “carro do povo” não seria um negócio lucrativo. A única exceção foi a Opel, que construiu um carro mais
acessível, mas a fábrica era uma subsidiária da GM desde 1927, e Hitler desejava um carro alemão autêntico. A associação dos fabricantes de carro julgava o empreendimento inviável, sobretudo por causa do preço alto da gasolina alemã e da renda baixa da população.
Em maio de 1934, cansado da resistência das montadoras, Hitler convocou Porsche para uma segunda conversa. Hitler explicou a ele seu sonho e a resistência das montadoras. Ele concordava com Hitler, considerando o sonho possível. Em
1936, Porsche testava três protótipos para o carro do povo. Hitler aprovou o design e dos testes de 50.000 km comprovaram a possibilidade da fabricação, a viabilidade e a durabilidade do carro.

Com os testes e o iminente lançamento do carro, outras empresas ficaram perplexas e também pessimistas. O mundo estava em crise, havia escassez de matéria prima e seria muito difícil concorrer com um carro daquele tipo que, além de
tudo, contava com o apoio do governo. De fato, Hitler proporcionava a Porsche as melhores condições de trabalho para que ele continuasse desenvolvendo seu projeto.

Em 1939, o carro começou a ser produzido por 20 técnicos trazidos da Ford, alemães e filhos de alemães. O sonho de Hitler, que queria construir a maior fábrica do mundo e uma cidade ao seu redor, era realmente grandioso. Porsche então escolheu uma área com 5.000 hectares na Baixa Saxônia. O proprietário das terras, um conde, soube apenas que seu patrimônio seria confiscado. Nada detinha Hitler. Assim nasceu a chamada Cidade Volkswagen, rebatizada depois da Segunda Guerra de Wolfsburg. Recebeu esse nome pois o castelo de Schloss Wolfsburg ficava situado em uma das extremidades da propriedade.

O lançamento da pedra fundamental, em 26 de maio de 1938, chegou a atrair setenta mil pessoas. O plano visava a produção de um milhão e quinhentos mil veículos por ano. No entanto, após a declaração da guerra, o cenário mudou.
Obrigada a interromper a produção do carro do povo, a fábrica passou a produzir armas para o exército alemão. Os operários já não recebiam mais tratamento de elite. A meta era produzir o maior número de armas possível. Muitos prisioneiros de guerra foram levados dos campos de concentração para lá, a fim de agilizar a produção.

Porsche sentia-se desolado e tudo fazia para conseguir alimentos e suprimentos para os operários. Dois terços da fábrica – alvo fácil no meio do campo – desapareceram devastados pelos ataques dos aliados. No entanto, com o final da
guerra, a fábrica, sob ocupação aliada, foi conseguindo se reestruturar. Em 1947, dois anos após o término da guerra, o Fusca já era exportado para os países baixos. Hitler estava morto, Porsche afastado da empresa, mas o sonho começava a tornarse realidade.

Em 1949 os aliados devolvem o controle da empresa ao Conselho Diretor. A Volkswagen trouxe, então, Heinrich Nordhoff, ex-GM, das forças militares britânicas. Ele era funcionário da Opel e, durante a guerra, Hitler obrigou-o a fabricar caminhões para os nazistas. Essa colaboração custou-lhe a demissão, no final da guerra, pois os americanos acreditavam que ele havia cooperado com Hitler.

Nordhoff reacendeu o espírito guerreiro dos operários. Eles estavam desesperados e desestruturados, após a guerra. Outra dificuldade era com o produto da organização. O Fusca recebia críticas por ser antiquado e por se identificar com o Terceiro Reich. Sem dinheiro para desenvolver outro carro, Nordhoff começou a defender o Fusca.

Em 1955, os lucros eram altos e Nordhoff, autoritário, recusou-se a discutir a criação de outro modelo. Os lucros altos e a expansão da economia alemã levaram os negócios para os Estados Unidos. Mas não foi fácil, pois no começo os importadores americanos não queriam vender o Fusca por lá.

Parecia um milagre. Ainda que barulhento e pouco potente, o Fusca ocupava uma fatia cada vez mais importante do concorrido mercado norte-americano.  AVolkswagen conferiu um ar humano e simpático ao Fusca. No Brasil, o carro ganhou o apelido de “Fusquinha”, que demonstra o apelo sentimental do produto. No entanto, essa transformação não foi fácil.

A estratégia adotada então foi a criação de uma subsidiária e uma grande rede de revendedores, com a garantia de fornecimento de peças para cada carro vendido.

O sucesso foi grande. Em 1962, mais de um milhão de Fuscas rodavam nos Estados Unidos.

Nordhoff, no entanto, não percebeu a importância dos controles financeiros e a estratégia de desenvolvimento de novos produtos. Ele não acreditava que o Fusca pudesse cair nas vendas, mas foi o que aconteceu. Em 1970, o mercado americano mudou, começando a valorizar a tecnologia, dado inexistente no Fusca. Assim a empresa entrou em crise mais uma vez. Em 1974, o Fusca deixa de ser fabricado em Wolfsburg, com quase doze milhões de unidades produzidas na Alemanha. A estratégia adotada no mundo, incluindo as recém-inauguradas fábricas do Brasil e do México, era a de produzir grande quantidade de Fuscas em fábricas cada vez maiores.

Na década de 80, a Volkswagen se recuperou, mas o mercado americano só começou a ser reconquistado no final dos anos 90 e em 2000, com a exportação, pelo México e pelo Brasil, do New Beetle e do Golf, respectivamente.

Hoje, Wolfsburg é a sede mundial do Grupo Volkswagen. De lá sai a maioria dos novos projetos e diretrizes a serem seguidas por todas as unidades espalhadas pelo resto do mundo. Atualmente são 45 estabelecimentos de produção em 18 países por todo o mundo. Conta com uma força de trabalho de 336.000 funcionários produzindo cerca de 21.500 veículos por dia, assim como também fornecendo serviços relacionados a automóveis. Os produtos do Grupo Volkswagen são vendidos em mais de 150 países.

Hoje, a Volkswagen é parte do Volkswagen AG (Volkswagen Aktiengesellschaft), que inclui as marcas:

  • Audi — antiga Auto Union/DKW — comprada da Daimler-Benz em 1964-1966.
  • NSU Motorenwerke AG — comprada em 1969 pela divisão Audi. A marca não é mais usada desde 1977.
  • SEAT — marca espanhola adquirida em 1987.
  • Škoda — adquirida em 1991.
  • Bentley — adquirida em 1998 da empresa inglesa Vickers, junto com a marca Rolls-Royce.
  • Bugatti — adquirida em 1998.
  • Lamborghini — adquirida em 1998 pela divisão Audi.
  • MAN SE — Tornou-se sócia marjoritária em 2008 com 55,9% das ações
  • Scania AG — adquirida em 2008.
  • Italdesign Giugiaro S.p.A — adquirida em 2010.
  • Ducati Motor Holding — adquirida em 2012 pela divisão Audi
  • Ao que tudo indica, a marca Porsche passará a fazer parte do grupo em breve.

Volkswagen do Brasil

A história da Volkswagen no Brasil começou em 23 de março de 1953, com um armazém alugado no bairro do Ipiranga, em São Paulo. A produção era pequena e as peças vinham da Alemanha. A empresa já estudava desde 1949 um local para sua instalação na América Latina, e os estudos concluíram que o Brasil era o país ideal.

Mas foi em 1956 que veio o grande impulso para a empresa. Com o apoio do Governo Federal para a instalação de indústrias automobilísticas no país, a Volkswagen resolveu construir sua fábrica em São Bernardo do Campo. No dia 2 de
setembro de 1957, a Kombi já era produzida na fábrica com 50% de nacionalização. O Fusca, lançado em 3 de janeiro de 1959, tornou-se rapidamente um sucesso de vendas, totalizando 3,3 milhões de unidades. Em 1959, a Fábrica de São Bernardo do Campo (ou Planta Anchieta) foi inaugurada.

Em 1961, a Volkswagen chegou a um índice de 95% de nacionalização desses carros.

Em julho de 1970, a Volkswagen chegou à marca de um milhão de veículos produzidos e vendidos, um recorde que ela bateria muitas vezes depois. No ano 2000, a empresa comemorou a marca dos 13 milhões, com uma festa na Planta São
José dos Pinhais, no Paraná, com a presença do presidente da Volkswagen América do Sul, Dr. Demel. O carro foi um Golf vermelho saído da fábrica VW-Audi, a mais moderna do grupo VW no mundo.

Em 1976, com a expansão do mercado a empresa construiu uma nova fábrica em Taubaté.

Em 1980, a Volkswagen do Brasil cria sua histórica família BX. O Gol, o carro chefe da família, rapidamente tornou-se campeão de vendas e é o carro mais vendido no país há vinte e quatro anos consecutivos.

Em 1980, a empresa cria a VW Caminhões e em 1993 a Volksbus, onde em 2010 fechou o exercício como líder no mercado de caminhões e vice-líder no mercado de ônibus.

Em 1987, vem a decisão de criar a Autolatina, uma joint-venture com a Ford. A ideia parecia fantástica, as empresas dividiram projetos e reduziram seus custos. A união não deu tão certo assim. A empresa unida e dividindo segredos com a Ford do Brasil, isolou-se da matriz e passou a sofrer com isso. Com o fim da união, em 1994, os investimentos voltaram e a VW resolveu investir em todos os segmentos. Já havia relançado o Fusca em 1993 e construiu mais duas fábricas no Brasil e uma na Argentina. Os investimentos foram de US$ 780 milhões.

Logística da Volkswagen do Brasil

Atualmente a Volkswagen conta com cinco fábricas instaladas em solo brasileiro, sendo três no Estado de São Paulo, uma no Paraná e uma no Estado do Rio de Janeiro.

a. Fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo – SP, que tem uma área total de 1.963.174 m² e mais de 1.100.000 m² de área construída. Ela foi a primeira do grupo no Brasil e é considerada até hoje a mais importante, a que tem mais funcionários – cerca de 16 mil – e o coração da empresa no Brasil e na Argentina. Na Planta Anchieta estão concentradas as principais decisões para a VW SAM (VW América do Sul). Produz veículos de passeio e comerciais leves, entre eles Gol G4 e G5, Fox Exportação, Saveiro, Parati, Kombi, Polo (Hatch e Sedan). Atualmente a capacidade de produção diária dessa planta é de 1.300 unidades. Entre as atividades realizadas na fábrica estão: estamparia, armação da carroceria, pintura, montagem final, fabricação de motores, caixas de câmbio e centro de pesquisa além do planejamento e desenvolvimento de novos produtos assim como a logística central da VWBR.

b. Fábrica de Taubaté – SP com uma área de 3.800.000 m² e 270.845 m² de área construída. Foi projetada tendo a Planta Anchieta como Espelho, só que em tamanho reduzido. Produz veículos de passeio como a Parati, Gol G5 e Voyage e tem capacidade produtiva de 1.000 veículos por dia. Atualmente a planta de Taubaté emprega cerca de 4.000 pessoas.

c. Fábrica de São Carlos – SP com 750.000 m² de área total e 30.000 m² de área construída. Esta unidade é responsável pela produção dos motores EA-111 e EA-113, com capacidade de produção total de 2.470 motores por dia. Atualmente empresa cerca de 800 pessoas. Foi construída em 1996 e é bem mais moderna que as fábricas da Anchieta e de Taubaté. A intenção da empresa é ampliar essa fábrica cada vez mais, deixando de produzir motores na Anchieta.

d. Fábrica Resende – RJ com 1.000.000 m² de área total e 110.000 m² de área construída. Também começou a operar em 1996 e produz caminhões e ônibus, sendo sua capacidade de produção diária de 175 ônibus e caminhões. Essa é
uma fábrica revolucionária, pois trabalha com consórcio modular, conceito que traz os principais fornecedores para dentro da fábrica e os torna parceiros da organização. Conta com cerca de 3.700 colaboradores, entre empregados, parceiros do Consórcio Modular e terceiros.

e. Fábrica Curitiba, em São José dos Pinhais – PR, com área total de 303.000 m², sendo 210.000 m² de área construída. Começou suas atividades em 1999 produzindo o Golf e o Audi A3 – a Audi pertence ao grupo Volkswagen. Essa fábrica é tida como uma das mais modernas da Volkswagen no mundo. Atualmente produz os carros Golf, Fox, Fox Exportação, CrossFox e o SpaceFox. Emprega cerca de 3.600 pessoas e tem capacidade produtiva diária de 810 veículos. Esta planta apresenta um layout pioneiro no Grupo: as áreas de Armação, Pintura e Montagem Final convergem para o Centro de Comunicação, um prédio triangular onde estão concentrados os escritórios administrativos, jardins de inverno, cafeteria, agência bancária e refeitórios. O objetivo é integrar todas as áreas e o fluxo de informações, favorecendo a melhoria contínua da qualidade. A fábrica ainda utiliza tecnologias avançadas, como solda a laser e pintura à base de água, além de ter inovado no sistema de logística ao instalar 14 fornecedores em seu terreno, formando o Parque Industrial de Curitiba (PIC).

[Fonte: Relatório de estágio supervisionado – 2011]

Educação em Engenharia de Produção

O ENSINO DA ENGENHARIA DE PRODUÇÃO NO BRASIL FRENTE A UM MERCADO VOLTADO PARA ATITUDES EMPREENDEDORAS, PENSAMENTO INOVADOR E SUSTENTABILIDADE

Por Paulo Gustavo Coutinho de Araújo

É conhecido o vínculo direto existente entre o desenvolvimento tecnológico e econômico de uma nação e a formação de profissionais na área das engenharias visto que através destes são promovidas ações de inovação tecnológica, fundamentais para obtenção de resultados positivos no desenvolvimento de qualquer economia. Além disso, nas últimas décadas, os mercados mundiais de todos os segmentos têm apontado cada dia mais para a necessidade de se pensar e agir de maneira sustentável.

Por outro lado, o Brasil compõe atualmente o quadro das principais economias emergentes do mundo, junto à China, Índia e à Rússia, formando o bloco conhecido por BRIC, que é uma sigla formada pelas iniciais dos quatro países citados. Juntos, estes países são responsáveis por cerca de 40% da população e 49% da economia mundial [estimativa para 2010 segundo Horst Bergmann]. O BRIC é responsável ainda pela formação de 700 mil engenheiros por ano, considerando todas as ênfases dos cursos de engenharia.

Paralelamente, os avanços tecnológicos têm permitido adequadamente a integração de sistemas ante a superespecialização, o que se traduz em maior exigência, por parte do mercado, de profissionais com ampla habilitação nas técnicas e nos princípios da Engenharia de Produção, segundo Furlanetto et al., [2006], em busca de aperfeiçoar o desempenho da alocação dos recursos disponíveis – materiais, recursos humanos, energia e capital – possibilitando maior agregação de valor na totalidade dos processos. Considerando o cenário atual, parte-se do pressuposto de que a cada dia exige-se maior atenção às demandas do mercado quanto a questões ligadas ao desenvolvimento de maneira sustentável e a prática de ações empreendedoras que promovam constantemente a inovação como uma filosofia dentro das organizações.

Nesse contexto, resolvemos procurar entender como os cursos de Engenharia de Produção do Brasil estão lidando com a atualização de seus conteúdos programáticos de maneira a capacitar os novos profissionais da Engenharia de Produção para atender as novas necessidades que o mercado demanda.

A Engenharia de Produção

Com o advento da Revolução Industrial [Século XVIII], surgiram poderosas máquinas industriais movidas a vapor, o que possibilitou que os produtos fossem produzidos em grande quantidade. No entanto, a partir de então, foi preciso organizar essa produção para evitar a instalação do caos nas indústrias. Foi quando entraram em cena os pioneiros Frank Gilbreth e Winslow Taylor que desenvolveram estudos sobre aumento da produtividade e redução dos tempos e movimentos de operários na fabricação de peças: estava dado então o ponta pé inicial da então chamada Engenharia Industrial, conhecida atualmente no Brasil como Engenharia de Produção.

Diferentemente de outras engenharias, as funções do engenheiro de produção não são de fácil percepção aos menos afeitos ao tema. Tem-se então a definição mais utilizada de Engenharia de Produção, segundo a American Industrial Engineering Association [definição traduzida por FLEURY, 2008]:

A Engenharia de Produção trata do projeto, aperfeiçoamento e implantação de sistemas integrados de pessoas, materiais, informações, equipamentos e energia, para a produção de bens e serviços, de maneira econômica, respeitando os preceitos éticos e culturais. Tem como base os conhecimentos específicos e as habilidades associadas às ciências físicas, matemáticas e sociais, bem como aos princípios e métodos de análise da engenharia de projeto para especificar, predizer e avaliar os resultados obtidos por tais sistemas. [FLEURY, In: BATALHA, 2008].

Assim, o engenheiro de produção possui a característica principal de atuar na produção propriamente dita, ou seja, enquanto as outras engenharias atuam na fase de invenção de novos produtos, processos e acima de tudo, de novas tecnologias que serão colocadas em prática na produção, o profissional engenheiro de produção atua muito mais em reduzir custos e melhorar a qualidade dos produtos, cuidar da distribuição e da gestão dos processos produtivos em geral.

No Brasil, a Engenharia de Produção é dividida nas seguintes subáreas:

Engenharia de Operações e Processos de Produção; Logística; Pesquisa Operacional; Engenharia da Qualidade; Engenharia do Produto; Engenharia Organizacional; Engenharia Econômica; Engenharia do Trabalho; Engenharia da Sustentabilidade e por fim a subárea de Educação em Engenharia de Produção.

A Era do Desenvolvimento Sustentável

A partir da década de 1970 surgiu efetivamente a busca pela proteção de grandes componentes da natureza, onde indivíduos de todo o globo voltaram a atenção para a água, o ar e as florestas. Algumas eventualidades significantes ocorreram a partir de então tais como o Acordo de Copenhague [1971]; a Convenção de Bruxelas [1971]; a Convenção de Ramsar [1971]; a publicação da Carta Mundial da Natureza [1982]; o Tratado de Windhoek [1992]; o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio – NAFTA [1992]; a constituição da Organização Mundial de Comércio – OMC [1994]; a ECO 92 ou RIO 92 [1992].

Percebe-se que as décadas de 1970 a 1990 configuram o despertar das nações para a preocupação com o meio ambiente, porém, há de se considerar o fato de que a problemática com os recursos naturais nestes períodos foi caracterizada pela participação quase exclusiva de países ricos. A participação de países em desenvolvimento e até mesmo de países subdesenvolvidos se deu já no início do Século XXI, quando já não se pode ignorar o fato de que as nações dependem da conservação do meio ambiente para poderem se desenvolver e estar aptas à sobrevivência das gerações futuras [TAKEDA, 2009].

Por outro lado, no caso específico do Brasil, quando no início da década de 1990 houve a abertura do mercado para a importação de produtos que também eram produzidos por empresas nacionais. Estas passaram por grandes dificuldades para permanecerem competitivas no mercado. Antes desse acontecimento, as empresas brasileiras se sentiam protegidas pela política pública do governo federal que tornava praticamente impossível a entrada de produtos importados no país. A partir de então, as empresas de origem nacional perderam automaticamente o paternalismo por parte do governo neste aspecto e passaram a competir diretamente com empresas de todo o mundo. Frente a essas dificuldades, as organizações de origem nacional precisaram recorrer a outras formas de atuação, havendo a necessidade de investir urgentemente em várias medidas que as mantivessem competitivas. Estas medidas incluem investimentos em tecnologias e mão-de-obra importadas assim como em pesquisa e desenvolvimento, buscando promover a inovação.

Sobre o desenvolvimento Goulet [1996] diz que este só tem autenticidade quando é possível torná-lo sustentável e essa sustentabilidade precisa ser garantida em três domínios, a saber:

· O Econômico – cuja viabilidade depende do uso de recursos que não se esgote irreversivelmente e de um padrão de manejo do lixo resultante da produção que não destrua a vida;

· O Político – baseada na conscientização de todos os membros da sociedade acerca da necessidade da viabilização de um sistema político pautado na busca do bem comum e não interesses particulares;

· O Social e Cultural – centrados na proteção aos fundamentos da vida comunitária. Nesta perspectiva, o debate sobre o desenvolvimento sustentável se acentua, pois o planeta não é uma fonte inesgotável de recursos e os impactos já estão visíveis no grande acúmulo de lixo, poluição dos rios e oceanos, aquecimento global, e extinção de algumas espécies de fauna e flora.

Considerações sobre os Procedimentos Metodológicos

Esta pesquisa foi desenvolvida no ano de 2010 baseada em informações oficiais, segundo um amostra, das instituições que oferecem [iam] os então 348 cursos de Engenharia de Produção no Brasil. A amostra foi composta de 86 cursos, ou seja, aproximadamente 25% dos cursos brasileiros de EP.

Maiores informações sobre os Procedimentos Metodológicos, baixar trabalho na íntegra clicando aqui.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Evolução dos cursos de EP no Brasil

Os itens a seguir apresentam os números e análises sobre os cursos que foram pesquisados na amostra, no tocante às quatro áreas a saber: Ética e Responsabilidade Social; Gestão Ambiental; Empreendedorismo e Gestão da Inovação.

Ética e Responsabilidade Social

No que diz respeito aos componentes curriculares relacionados à Ética e Responsabilidade Social, foi possível observar que dentro da amostra completa, este conteúdo é ausente em 23 cursos. Outros 26 cursos apresentam até 40 horas dedicadas ao tema, enquanto nove apresentam de 41 a 60 horas e mais 28 apresentam mais de 60 horas. As porcentagens referentes a esses números podem ser vistas detalhadamente na figura a seguir:

Distribuição das cargas horárias referentes ao tema Ética e Responsabilidade Social

Ética e Responsabilidade Social é um tema que tem crescido bastante em termos de importância na formação dos profissionais de Engenharia de Produção. Se feita comparação, é possível observar que a situação melhorou consideravelmente em relação aos resultados da pesquisa feita em 2005 por Furlanetto et al. (2006), onde na oportunidade em que foram identificados 18 cursos dos 48 pesquisados que apresentavam disciplinas voltadas ao tema, ou seja, 37,5% dos cursos. Já em 2009, este resultado subiu para aproximadamente 74% dos cursos. Um crescimento bem razoável que coloca os cursos de graduação em Engenharia de Produção do Brasil em uma situação bem melhor que cinco anos atrás, no entanto, faz-se necessário a implementação de ações que melhorem este índice no intuito de atingir a totalidade dos cursos.

Gestão Ambiental

Quanto ao componente curricular gestão ambiental observou-se que apenas três (3,48 %) cursos não apresentam componentes curriculares que contemplam o tema, ou seja, a maior parte dos cursos oferecem conteúdos voltados ao tema ambiental. Destes, 21 possuem até 40 horas, 14 possuem de 41 a 60 horas e a maior parte, isto é, 48 cursos possuem acima de 60 horas dedicadas ao ensino do tema. As porcentagens referentes a esses números podem ser vistas detalhadamente na figura a seguir:

Distribuição das cargas horárias referentes ao tema Gestão Ambiental

Analisando a questão relacionada com a área Gestão Ambiental, percebe-se que esta teve bastante atenção nos últimos cinco anos. Em 2005, de 48 cursos pesquisados, apenas 17 apresentavam conteúdo voltado para o tema, ou seja, pouco mais de 35% [FURLANETTO et al., 2006]. Já em 2009, este resultado passou para 96,5% desses cursos, isto é, 83 de 86 cursos pesquisados apresentam conteúdo de Gestão Ambiental.

Esta realidade parece ter relação direta com a exigência das atuais diretrizes curriculares do MEC. Assim, percebe-se que os de Engenharia de Produção do Brasil estão bem providos de conteúdo voltado ao tema.

Empreendedorismo

Dos cursos pesquisados foi possível identificar que 46 (53,49 %) deles possuem componentes referentes ao tema empreendedorismo em suas estruturas curriculares. Destes, 16 possuem até 40 horas, outros 15 possuem de 41 a 60 horas e 15 possuem acima de 60 horas dedicadas ao ensino do tema. No entanto, o restante, isto é, 40 cursos não apresentam nenhuma disciplina referente à área de empreendedorismo. A representação gráfica dessas porcentagens é apresentada na figura a seguir:

Distribuição das cargas horárias referentes ao tema Empreendedorismo

Considerando que a área das engenharias é responsável por grande parte do desenvolvimento de novas tecnologias, a visão empreendedora é fundamental neste sentido. Além disso, no futuro próximo, após sair da universidade, os egressos vão invariavelmente ter de enfrentar o mercado e em muitas situações serão cobradas atitudes empreendedoras de sua parte.

Segundo Furlanetto et al. [2006], disciplinas voltadas à área de empreendedorismo eram presentes em apenas 33,33% dos cursos até o ano de 2005. Desse tempo em diante, muitos novos cursos foram criados e a situação melhorou consideravelmente. No entanto, embora o conteúdo empreendedorismo esteja presente em pouco mais da metade dos cursos pesquisados, este resultado precisa continuar melhorando visto que ainda se encontra distante de atender a realidade do mercado atual.

Gestão da Inovação

Em relação à gestão da inovação foi possível identificar que apenas 21 [24,42 % dos pesquisados] cursos apresentam componentes curriculares voltados ao tema, ou seja, pouco mais de 24%. Destes, sete possuem até 40 horas, outros 13 possuem de 41 a 60 horas e um possui acima de 60 horas dedicadas ao ensino do tema. Porém 65 cursos não apresentam nenhuma disciplina referente à área de inovação. As porcentagens referentes a esses números podem ser vistas detalhadamente na figura a seguir:

Distribuição das cargas horárias referentes ao tema Inovação

Dos quatro temas pesquisados, este é o que apresenta situação mais grave. De acordo com Furlanetto et al. [2006], apenas oito de 48 cursos pesquisados no ano de 2005 apresentavam conteúdo dedicado ao tema, ou seja, 16,6%. Em 2009, esta relação subiu para aproximadamente 25%, no entanto, continua muito baixa, principalmente considerando a relevância do tema para as empresas. Portanto, muito embora o ambiente esteja a exigir bastante das empresas e, conseqüentemente, dos próprios profissionais da Engenharia de Produção, as mudanças nos processos e produtos acontecem constantemente, e dessa forma pode-se afirmar que as estruturas curriculares estão suficientemente distantes da realidade do mercado, sendo motivo de preocupação, principalmente no momento atual em que o Governo lançou a não muito tempo a Lei da Inovação e a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior [PITCE].

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao longo do desenvolvimento deste trabalho de pesquisa, verificou-se que a situação dos cursos de graduação em Engenharia de Produção oferecidos no Brasil, quanto às questões relacionadas com as áreas objeto de análise, melhorou consideravelmente entre os anos de 2005 e 2009, havendo, entretanto, a necessidade da implementação de inúmeras outras melhorias.

a] Quanto às Áreas Gestão Ambiental, Ética e Responsabilidade Social

É possível observar que estas áreas vem sendo mais bem exploradas em termos relativos e absolutos, de forma que os egressos da graduação em Engenharia de Produção das instituições brasileiras de ensino superior contam, em sua formação, com informações relevantes sobre o desenvolvimento sustentável como parte da base fundamental, o que, se depender desses profissionais, possibilitará o país se desenvolver economicamente de maneira sustentável, gerenciando os processos com consciência ambiental e social, buscando sempre reduzir os níveis de poluição no meio ambiente, inevitavelmente causado pelos processos industriais assim como tendo maior preocupação com o lado social, oferecendo contribuições à sociedade como contrapartida de seu desenvolvimento;

b] Quanto às Áreas Empreendedorismo e Gestão da Inovação

Sabe-se que a inovação é como uma é fundamental para o desenvolvimento de qualquer empreendimento visto que ela agrega valor e promove a alavancagem econômica em curto prazo, podendo ser considerada o caminho mais curto para o crescimento, inclusive de micro e pequenas empresas.

Nesse sentido, as questões relacionadas com a inovação e o empreendedorismo nos cursos brasileiros de Engenharia de Produção são tratadas de forma bastante tímida. Um pouco mais da metade desses cursos, dedicam conteúdos voltados ao tema empreendedorismo e, apenas uma pequena minoria, trata da gestão da inovação.

Olhando para o futuro, pelo menos em curto prazo, é possível imaginar o Brasil como um país que continuará sem conseguir identificar o verdadeiro valor da inovação, abrindo mão da pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos inovadores, provocando a necessidade de importar tecnologias e mão-de-obra especializada para o desenvolvimento de muitas atividades e, infelizmente, abrindo mão do potencial da inovação sob o aspecto econômico.

Recomendações

Faz-se necessário que coordenações e colegiados de cursos dêem maior atenção a estes temas nas reformulações de seus Projetos Pedagógicos de Curso [PPCs], de maneira a alcançar um índice maior em suas estruturas curriculares, oferecendo aos egressos da área, melhores condições para enfrentar o mercado que, invariavelmente vai exigir atitudes inovadoras e, acima de tudo, empreendedoras dos mesmos.

Além desses temas fundamentais, recomenda-se a implementação de conteúdos que envolvam os temas: Lógica e Língua Inglesa, visto que nos processos de recrutamento de grandes empresas, são feitos testes que os envolvem e são classificatórios e eliminatórios.

Sugestões para Trabalhos Futuros

Sugere-se que sejam feitos estudos semelhantes envolvendo os cursos de graduação em engenharia de produção oferecidos por países que compõem o chamado Bloco Econômico “BRIC”. No caso, Rússia, Índia e China, verificando-se como os mesmos estão se comportando com relação aos quatro temas tratados neste trabalho de pesquisa: Gestão Ambiental, Ética e Responsabilidade Social, além de Empreendedorismo e Gestão da Inovação, culminando com a obtenção de informações que permitam a elaboração de um quadro comparativo entre estes países.

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